SÁBADO SANTO – Sábado, 4 de Abril de 2026

Confira as leituras bíblicas, o Evangelho, o Salmo e o Santo do dia para abastecer sua alma com fé.

Deus viu tudo quanto havia feito
e eis que tudo era muito bom.

Leitura do Livro do Gênesis 1,1-2,2

1 No princípio Deus criou o céu e a terra.
2 A terra estava deserta e vazia,
as trevas cobriam a face do abismo
e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.
3 Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez.
4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas.
5 E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”.
Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.
6 Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas,
separando umas das outras”.
7 E Deus fez o firmamento,
e separou as águas que estavam embaixo,
das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez.
8 Ao firmamento Deus chamou “céu”.
Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.
9 Deus disse:
“Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar
e apareça o solo enxuto!”
E assim se fez.
10 Ao solo enxuto Deus chamou “terra”
e ao ajuntamento das águas, “mar”.
E Deus viu que era bom.
11 Deus disse: “A terra faça brotar vegetação
e plantas que deem semente, e árvores frutíferas
que deem fruto segundo a sua espécie,
que tenham nele a sua semente sobre a terra”.
E assim se fez.
12 E a terra produziu vegetação
e plantas que trazem semente segundo a sua espécie,
e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie.
E Deus viu que era bom.
13 Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.
14 Deus disse:
“Façam-se luzeiros no firmamento do céu,
para separar o dia da noite.
Que sirvam de sinais para marcar as épocas
os dias e os anos,
15 e que resplandeçam no firmamento do céu
e iluminem a terra”. E assim se fez.
16 Deus fez os dois grandes luzeiros:
o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor
para presidir à noite, e as estrelas.
17 Deus colocou-os no firmamento do céu
para alumiar a terra,
18 para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas.
E Deus viu que era bom.
19 E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.
20 Deus disse:
“Fervilhem as águas de seres animados de vida
e voem pássaros sobre a terra,
debaixo do firmamento do céu”.
21 Deus criou os grandes monstros marinhos
e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas,
segundo as suas espécies, e todas as aves,
segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.
22 E Deus os abençoou, dizendo:
“Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar,
e que as aves se multipliquem sobre a terra”.
23 Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.
24 Deus disse: “Produza a terra seres vivos
segundo as suas espécies, animais domésticos,
répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”.
E assim se fez.
25 Deus fez os animais selvagens,
segundo as suas espécies,
os animais domésticos segundo as suas espécies
e todos os répteis do solo segundo as suas espécies.
E Deus viu que era bom.
26 Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem
e segundo à nossa semelhança,
para que domine sobre os peixes do mar,
sobre as aves do céu,
e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.
27 E Deus criou o homem à sua imagem,
à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou.
28 E Deus os abençoou e lhes disse:
“Sede fecundos e multiplicai-vos,
enchei a terra e submetei-a!
Dominai sobre os peixes do mar,
sobre os pássaros do céu
e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”.
29 E Deus disse:
“Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente
sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto
com sua semente, para vos servirem de alimento.
30 E a todos os animais da terra,
e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra
e que é animado de vida,
eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.
31 E Deus viu tudo quanto havia feito,
e eis que tudo era muito bom.
Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.
2,1 E assim foram concluídos o céu e a terra
com todo o seu exército.
2 No sétimo dia, Deus considerou acabada
toda a obra que tinha feito;
e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.
Palavra do Senhor.

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Salmo responsorial
Sl 103(104),1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c (R. cf. 30)
R. Enviai o vosso Espírito Senhor,
e da terra toda a face renovai.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! *
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
2a De majestade e esplendor vos revestis *
e de luz vos envolveis como num manto. R.
5 A terra vós firmastes em suas bases, *
ficará firme pelos séculos sem fim;
6 os mares a cobriam como um manto, *
e as águas envolviam as montanhas. R.

 

10 Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes *
que passam serpeando entre as montanhas;
12 às suas margens vêm morar os passarinhos, *
entre os ramos eles erguem o seu canto. R.

 

13 De vossa casa as montanhas irrigais, *
com vossos frutos saciais a terra inteira;
14 fazeis crescer os verdes pastos para o gado *
e as plantas que são úteis para o homem. R.

 

24 Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, *
e que sabedoria em todas elas!
Encheu-se a terra com as vossas criaturas! *
35c Bendize, ó minha alma, ao Senhor! R.

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O sacrifício de nosso pai Abraão.

Leitura do Livro do Gênesis 22,1-18

Naqueles dias,
1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!”
E ele respondeu: “Aqui estou”.
2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac,
a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá,
e oferece-o ali em holocausto
sobre um monte que eu te indicar”.
3 Abraão levantou-se bem cedo,
selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos
e seu filho Isaac.
Depois de ter rachado lenha para o holocausto,
pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado.
4 No terceiro dia,
Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar.
5 Disse, então, aos seus servos:
“Esperai aqui com o jumento,
enquanto eu e o menino vamos até lá.
Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”.
6 Abraão tomou a lenha para o holocausto
e a pôs às costas do seu filho Isaac,
enquanto ele levava o fogo e a faca.
E os dois continuaram caminhando juntos.
7 Isaac disse a Abraão: “Meu pai”.
– “Que queres, meu filho?”, respondeu ele.
E o menino disse:
“Temos o fogo e a lenha,
mas onde está a vítima para o holocausto?”
8 Abraão respondeu:
“Deus providenciará a vítima
para o holocausto, meu filho”.
E os dois continuaram caminhando juntos.
9 Chegados ao lugar indicado por Deus,
Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima,
amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar.
10 Depois, estendeu a mão,
empunhando a faca para sacrificar o filho.
11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu,
dizendo: “Abraão! Abraão!”
Ele respondeu: “Aqui estou!”
12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão
contra teu filho e não lhe faças nenhum mal!
Agora sei que temes a Deus,
pois não me recusaste teu filho único”.
13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro
preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo
e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.
14 Abraão passou a chamar aquele lugar:
“O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz:
“O monte onde o Senhor providenciará”.
15 O anjo do Senhor chamou Abraão,
pela segunda vez, do céu,
16 e lhe disse:
“Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -,
uma vez que agiste deste modo
e não me recusaste teu filho único,
17 eu te abençoarei
e tornarei tão numerosa tua descendência
como as estrelas do céu
e como as areias da praia do mar.
Teus descendentes conquistarão as
cidades dos inimigos.
18 Por tua descendência serão abençoadas
todas as nações da terra, porque me obedeceste”.
Palavra do Senhor.

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Ele ressuscitou e vai à vossa
frente para a Galiléia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 28,1-10

Depois do sábado,
ao amanhecer do primeiro dia da semana,
Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
De repente, houve um grande tremor de terra:
o anjo do Senhor desceu do céu
e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela.
Sua aparência era como um relâmpago,
e suas vestes eram brancas como a neve.
Os guardas ficaram com tanto medo do anjo,
que tremeram, e ficaram como mortos.
Então o anjo disse às mulheres:
“Não tenhais medo!
Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui!
Ressuscitou, como havia dito!
Vinde ver o lugar em que ele estava.
Ide depressa contar aos discípulos
que ele ressuscitou dos mortos,
e que vai à vossa frente para a Galileia.
Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.
As mulheres partiram depressa do sepulcro.
Estavam com medo, mas correram com grande alegria,
para dar a notícia aos discípulos.
De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse:
‘Alegrai-vos!’ As mulheres aproximaram-se,
e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés.
Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo.
Ide anunciar aos meus irmãos
que se dirijam para a Galiléia.
Lá eles me verão”.
Palavra da Salvação.

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Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja

“Deus não fez todas as coisas do nada: algumas foram baseadas em alguma coisa e outras do nada. Deus criou o mundo do nada, como também os anjos e as almas”. Pode causar estupor que um Bispo, que viveu entre os séculos VI e VII e escreveu obras em latim, seja proposto como o padroeiro da Internet. Foi o que aconteceu durante o pontificado de São João Paulo II. Embora tenha faltado uma sua proclamação oficial, foi um grande reconhecimento atribuído a um dos mais prolíficos Doutores da Igreja de todos os tempos.

Quando a santidade é “de casa”

Isidoro nasceu em uma família de proveniente de Cartagena, mas logo se tornou órfão de pai. Cresceu e foi criado por seu irmão mais velho, Leandro – que o precedeu na cátedra de Sevilha – junto com outro irmão e uma irmã, que também se tornaram religiosos e, depois, venerados como Santos pela Igreja. Isto é suficiente para determinar a natureza extraordinária desta família.
Uma lenda conta que, quando o pequeno Isidoro tinha apenas um mês de vida, um enxame de abelhas voou sobre seu berço e depositou, em seus lábios, um pouco de mel: um presságio de um doce e substancial ensinamento, que, um dia, teria jorrado dos seus lábios, além da sua pena.
Não obstante, no início, Isidoro demonstrou ser um estudante preguiçoso e pouco zeloso, que, às vezes, matava aulas. Até que, quase como uma fulguração, entendeu que a constância e a boa vontade podem levar um homem bem longe.

Um episcopado de 36 anos

Ao ler as obras de Santo Agostinho e São Gregório Magno, Isidoro tornou-se o homem mais instruído da sua época e, ao mesmo tempo, também um dos Bispos mais populares e amados.
Quando seu amado irmão, Leandro, faleceu, Isidoro, que já era clérigo em Sevilha, o sucedeu no episcopado.
Ele trabalhou, arduamente, por 36 anos, difundindo a doutrina, contra as heresias do seu tempo – como o Arianismo, – convertendo os Visigodos, a ponto de até presidir o Concílio de Toledo, em 633.
Santo Isidoro deu grande importância à liturgia, encorajando o uso de hinos, cantos e orações, que constituíam o rito moçárabe, também chamado “Isidoriano”.
Defensor convicto da necessidade de os candidatos ao sacerdócio serem bem preparados e instruídos, fundou o primeiro Colégio, prelúdio dos Seminários modernos. Tudo isso, sem descuidar das práticas de piedade, a oração, a penitência e a meditação, em qualquer momento do dia.

A sabedoria humana

Na linguagem comum, costuma-se usar a hipérbole “toda a sabedoria humana”, para indicar um conhecimento exagerado, que ninguém pode entender. Mas, Isidoro consegue: escreveu muito, de tudo e sobre tudo, porque a sua curiosidade era imensa e inesgotável; a sua mente era preparada para analisar e compreender os temas mais diversos.
Com efeito, a sua obra mais famosa é intitulada Etimologias, um verdadeiro compêndio do seu conhecimento contemporâneo, considerada a primeira enciclopédia da história: era dividida em 20 volumes, separada por partes e segundo o assunto, como gramática, retórica, dialética, matemática, música, medicina, agricultura, astronomia, línguas ou teologia.
Outras obras suas foram também os Comentários sobre os livros históricos do Antigo Testamento.

Fonte: Vatican News

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